Este presidente é inaceitável, e uma real mudança para 2022, emergencial

Acompanhar noticiários políticos não era o mais natural para mim no meu começo no jornalismo, na concepção e realização da ideia. Motivavam-me muito mais as coberturas esportivas, que na época me pareciam muito mais como hobbies fantasiados de profissão. Ao resolver trilhar este caminho, logo me apaixonei por todas as possibilidades e nuances jornalísticas, especialmente pela importância que nelas eu via. Cobrado pela minha família e por mim mesmo, passei a ler mais sobre tudo que se passa no Brasil e no mundo e melhorei consideravelmente o meu déficit político, econômico e afins.

Já em meio a este processo, lembro-me muito das eleições de 2018 em que os ânimos chegaram em picos nada saudáveis. Falo por mim, pois ao final do pleito eu não via o momento de toda aquela discórdia terminar. Todos se lembram, e certamente tiveram algum tipo de indisposição com alguém, seja lendo posts no Facebook, checando grupos da família no WhatsApp ou assistindo ao telejornal. Não havia como ser diferente com opositores tão dissonantes e ávidos pelo embate, que contaminou toda a população.

Já acostumado à busca de informação – confiável, é preciso dizer, quando em 2018 estouraram as fake news, que surgiam no WhatsApp sem maiores preocupações com a credibilidade -, tinha também a minha visão formada mas sempre muito cauteloso em expô-la, de modo que não queria provocar mais alvoroço ou simplesmente expressar minha opinião. “Política é assunto importante” sempre foi o mantra que vinha em minha mente. Não se pode falar palavras ao vento, é preciso responsabilizar-se, o que está em jogo é a vida do povo brasileiro, foi o que pensei em 2018 e sigo acreditando até hoje.

Tenho refletido, contudo, que esse é um mundo ideal na minha cabeça. As pessoas vão e põem a boca no trombone, e isso é também com os políticos. Basta voltar também um pouco mais e lembrar a estapafúrdia votação de impeachment de Dilma Roussef em 2016 – um show de horrores. Vendo atentamente o cenário em que nos encontramos hoje, uso este blog para suplicar por avanços para 2022, não mais necessários, e sim emergenciais.

Antes de mais nada, não venho levantar bandeiras partidárias, que não me causam nenhuma paixão. Rejeito Lula e repudio Bolsonaro, tendo em mente que é preciso fugir dos seus históricos escandalosos e incitadores de ódio entre os brasileiros. Duro golpe é ver que, nas pesquisas para 2022, lá estão os dois, parelhos, encabeçando a disputa. Lula e o PT precisavam ser expelidos, mas que preço temos pagado! Jair Bolsonaro é tudo o que não deveria ser. Como presidente, age como seu o país fosse seu, como se não tivesse de governar pelos brasileiros. Usa o poder contra seus desafetos, que crescem a cada dia. É inábil humano, que dirá político. Desde que assumiu, consegue potencializar a tristeza e o absurdo da sua atuação, que tem como principal escancaro a forma como encara a pandemia.

Por tudo que Bolsonaro representa e por fazer de tudo para manter o caos nacional, sonho com sua saída do Palácio do Planalto. Comemorarei quando isto acontecer. O que de forma alguma significa que quero Lula de volta. Ao menos na minha cabeça, seu tempo passou. O líder do PT fez péssimo uso do seu governo e manchou-se diante dos brasileiros. De minha parte, questiono os cegos apaixonados, e procuro outro caminho. Como eu, há muitos que desacreditam nos extremismos, disfuncionais ao país. Espero que movimentos desta estirpe ganhem corpo até 2022, e por favor não confundam com lançamentos de nomes como Luciano Huck, não me alongando em justificar, ou Sérgio Moro, outro que arranhou por si só sua credibilidade.

No fundo é isso que o brasileiro quer, alguém minimante confiável, preocupado, capaz de dialogar e tomar ações que sejam as mais benéficas possíveis ao Brasil, nunca esquecendo que somos um dos países mais desiguais do mundo, e que esta pandemia alarmou ainda mais. Para mim, este deve ser o principal objetivo do governo – o combate à miséria, à pobreza, à fome, que tem crescido mais no Brasil. Clamo por alguém que olhe firmemente para essas questões, sem apunhalar os cidadãos pelas costas, mantendo-se digno, honesto, fiel às suas competências e missões. É pedir muito?

Os macabros caminhos aos quais estamos sendo guiados com este governo, somados ao que já aprendemos em gestões anteriores deve nortear uma mudança mais verdadeira, que vá no cerne da nossa cidadania. Se não temos o ideal, temos que evocar este ideal, ou algo mais próximo dele. Historicamente, a dignidade do brasileiro já é totalmente desrespeitada, e ultimamente também a nossa vida e de quem amamos. Não podemos aceitar. Eu não aceito!

Que Deus nos ilumine na dureza da pandemia, na consciência do que precisamos para não sofrer como temos sofrido. Que quando olharmos à figura de um presidente da República, ele possa ser mais como nós e menos de si. Que seja mais preocupado com o vizinho e com o bem de todos, e que o que tenha que exterminar sejam as guerras entre os brasileiros, o sofrimento, a fome, o choro de mães, pais, filhos, irmãos e amigos. Torço por 2022, por soluções reais, pelo pensamento no Brasil. E sinceramente, afastando todo o desastre que temos visto até aqui, já será uma grande coisa.

Cena comum neste período de pandemia: o presidente sem máscara, desdenhando da sua gravidade (foto: Marcos Corrêa/PR)

Publicado por Fábio Blanco

Jornalista, natural de Londrina (PR), que quer explorar o que o encanta no mundo através da escrita. Apaixonado por futebol, música e pelas belezas do cotidiano, em detrimento das suas regras e poderes. Humano, acima de tudo.

2 comentários em “Este presidente é inaceitável, e uma real mudança para 2022, emergencial

    1. Meu amigo Rui, o cenário demonstra mesmo o que você disse. A poucos passos até as eleições do ano que vem, apego-me à viralização da nossa insatisfação com o que aí está e a esperança e uma alternativa. Só rezando mesmo!
      Valeu a leitura e comentário, grande Rui! Abração pra você!!

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